A decoração da Vila do Forró, na Orla de Atalaia, em Aracaju, tem chamado atenção de quem passa pelo local. A casa de barro, a capela, a vila de casas tradicionais, que serve de ornamentação para espaços de alimentação e de órgãos estaduais, e até mesmo pneus que são decorados com elementos do cangaço, tudo cuidadosamente planejado para os festejos juninos. Esses locais e elementos citados são alguns dos pontos mais lembrados pelos visitantes.
Os sentimentos de alegria e diversão tomaram conta da professora Josy Rosendo ao visitar a Vila do Forró. Para ela, o Barracão e o teatro foram os espaços de maior destaque na decoração da edição deste ano. “A decoração está espetacular. Meu sentimento aqui só é de alegria, diversão, curtição. Venho à Vila do Forró todo ano, está muito linda mesmo. Eu amei o barracão ali, não sei se todos os anos estava ali. O que mais me chamou atenção foi o barracão e o teatro”, destacou Josy.
Para Jacira Machado, turista de São Paulo, os enfeites e a feirinha, onde vendem os alimentos, foram os locais que ela mais gostou. Além disso, o jeito acolhedor do sergipano também encantou a paulistana. “Quase todo ano a gente vem. Aqui é tudo maravilhoso, é um povo maravilhoso, acolhedor, bacana, divertido. Esses enfeites são maravilhosos, não tem o que dizer. A gente nem sabe o que olhar, estão de parabéns. A feirinha está nota dez, muito bonita, capricharam. Viemos para curtir”, afirmou a aposentada.
A decoração da Vila do Forró agrada tanto turistas, quanto sergipanos. Aos 75 anos, a artesã Maria Célia Alves relatou a forte atração que a Vila exerce, principalmente por reunir elementos da cultura sergipana e nordestina. “A decoração está maravilhosa. Os shows estão ótimos. Da minha casa dá para escutar, por isso que eu venho para cá. O forró está no sangue, está na veia da vida. Mesmo que a gente queira estar em casa, não consegue”, afirmou Maria Célia.
Segundo a artesã, estar na Vila do Forró é como se fosse transportada para outro lugar. Com tantos elementos das raízes do sergipano e nordestino, o sentimento que fica é positivo para ela. “Eu já fui na igrejinha, já vi o padre. Aqui é uma maravilha! Quando entra, a gente parece que está em outro lugar. Então o sentimento é muito bom. Quem não vier para cá é porque está doente”, frisou.
O sentimento partilhado pelos artistas que se apresentam na Vila é de muita identificação pela decoração e organização do espaço. Maria do Carmo é aracajuana e além de professora se apresentou como zabumbeira com o Trio Pé de Serra no Coreto, nesta terça-feira, 9. “A Vila do Forró está uma maravilha. Todos os comentários ainda são insuficientes diante da grandiosidade deste espaço. Todos os pontos são chamativos, impressionantes. Tem a igrejinha, as barraquinhas, o coreto que representa as cidades do interior, o barracão onde também se apresentam as quadrilhas e os trios e também as bandas menores, dando oportunidade a todos os artistas da terra”, avaliou a instrumentista.
Ao lado de Maria do Carmo, a cantora Gessika Chagas também compôs o trio que se apresentou no coreto. A estudante destacou a visibilidade que o espaço, que está dentro da Vila do Forró, possibilita para artistas locais. “Eu como uma artista iniciante, estudante de música, tendo essa oportunidade de estar aqui fazendo arte, trazendo da nossa cultura para todo o mundo assistir, tanto os turistas quanto o pessoal da terra, ser valorizado dessa forma é maravilhoso. Temos a questão da visibilidade, então essa oportunidade é incrível”, salientou a cantora.
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O Arraiá do Povo e a Vila do Forró são uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), BaneseCard e Ministério da Cultura, por intermédio da Lei Rouanet, com patrocínio da Eneva, Maratá, Celi, Rede Primavera, Iguá Sergipe, Deso, Pisolar, GBarbosa e Banco do Nordeste, com apoio da Energisa, Netiz, Sergas, Telequipe e Shopping Jardins.
