A taxa de desemprego em Sergipe voltou a cair, consolidando o momento positivo de empregabilidade no estado. É o que apontam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua), divulgados nesta sexta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e analisados pelo Observatório do Trabalho, vinculado à Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem). A pesquisa também mostra que o trabalhador sergipano passou a ter o maior rendimento médio do trabalho entre os estados do Nordeste.
A taxa de desocupação no estado caiu de 8,6% no primeiro trimestre de 2026 para 7,9% no segundo trimestre deste ano, a menor taxa do segundo trimestre já registrada na série histórica do estado (2012-2026). Em relação ao quarto trimestre de 2022, quando a taxa de desocupação era de 12%, houve uma redução de 4,1 pontos percentuais, o que significa uma queda de 33,9%.
O rendimento médio mensal dos trabalhadores sergipanos foi de R$ 3.042 no segundo trimestre de 2026, um crescimento de 13,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Com esse resultado, Sergipe permanece com a maior renda média do trabalho entre os estados do Nordeste.
Os resultados refletem os investimentos em qualificação profissional, das políticas de inserção da juventude no mercado de trabalho e da criação de um ambiente atrativo para novos negócios.
Para a secretária da Seteem, Márcia Pacheco, os números reforçam que Sergipe vive um momento de avanços consistentes no mercado de trabalho e evidenciam a importância da continuidade das políticas públicas voltadas à geração de oportunidades. “Esses resultados mostram que estamos avançando na direção certa e que as políticas públicas de trabalho e emprego estão produzindo resultados concretos. Cada oportunidade criada representa uma possibilidade de autonomia, de melhoria da renda e de transformação na vida das pessoas. Por isso, nosso compromisso é seguir fortalecendo a qualificação profissional, a inserção produtiva e a aproximação entre trabalhadores e empresas, para que Sergipe continue ampliando as oportunidades e construindo um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e inclusivo”, explica a gestora.
Ainda de acordo com a pesquisa, houve também uma redução na taxa composta de subutilização da força de trabalho, que é o percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada.
A taxa era de 24,8% no trimestre anterior e caiu para 20,9% no segundo trimestre de 2026, uma redução de 3,9 pontos percentuais. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando a taxa era de 26%, houve uma redução de 5,1 pontos percentuais. Considerando a série histórica, o estado registrou a menor taxa composta de subutilização da força de trabalho da história.
Outro dado que chama atenção é que Sergipe também reduziu a taxa de desalento, que mede o percentual da população que desistiu de procurar emprego, alcançando o menor número da série histórica, que foi de 3% no segundo trimestre deste ano. Em comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando a taxa era de 5,1%, houve uma redução de 2,1 pontos percentuais, e em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, uma redução de 2,9 pontos percentuais.
