O projeto ‘Meninos Sergipanos em Movimento’, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed), foi destaque nacional nesta sexta-feira, 7, no Jornal Hoje, da Rede Globo. A matéria foi veiculada na série de reportagens especiais sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha.
Masculinidades positivas, equidade de gênero e estratégias de prevenção da violência contra as mulheres estão entre os assuntos abordados com os estudantes da rede pública estadual durante o projeto. A reportagem, que foi a terceira da série, exibiu depoimentos de estudantes, educadores e dos responsáveis pela iniciativa, destacando a importância de discutir novas formas de fortalecer a política pública de enfrentamento aos casos de violência, formando uma geração que respeita, acolhe e valoriza a igualdade.
Durante as atividades, adolescentes participam de rodas de conversa, oficinas e dinâmicas que incentivam reflexões sobre respeito, empatia e igualdade. Para a secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, Georlize Teles, levar o debate sobre masculinidades para as escolas é essencial para combater a violência contra as mulheres desde cedo. Segundo ela, a iniciativa contribui para formar uma cultura pelo respeito e pela igualdade. “Quando levamos esse debate para dentro das escolas, convidamos esses meninos a refletirem sobre o papel que exercem na sociedade, e mostramos que respeito, empatia e cuidado são valores humanos. A educação é o principal caminho para transformar essa realidade. Ter tudo isso divulgado para todo país mostra como os Meninos Sergipanos em Movimento produzem resultados na garantia da cidadania para todos”, ressaltou.
A gravação foi realizada durante o projeto piloto. Atualmente, a iniciativa está em funcionamento e até o final será realizada em escolas dos municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Lagarto e Propriá, totalizando a formação de cerca de 200 estudantes e 160 profissionais da educação.
“É muito positiva e importante a parceria entre as secretarias na perspectiva de aprimorar o diálogo e as ações educativas que fortaleçam as práticas pedagógicas que promovam um ambiente de consciência sobre respeito, equidade e cultura de paz já implementada em todas as nossas escolas da rede pública estadual. O projeto vem para agregar com maestria esse marco educacional transformador e consolidar a pavimentação deste caminho para a verdadeira desconstrução do machismo, para a igualdade, por vínculos cada vez mais saudáveis e comunidades escolares sempre respeitosas”, disse a secretária de Estado da Educação, Gilvânia Guimarães.
Para a secretária executiva da SPM, Isabela Mazza, o projeto foi criado para promover um espaço de diálogo com os adolescentes, incentivando a reflexão sobre as masculinidades e desconstruindo estereótipos. Ela observa que a iniciativa busca mostrar aos adolescentes que ser homem não significa agir com violência, reprimir emoções ou seguir padrões impostos pela sociedade. “Queremos apresentar novas referências de masculinidade, baseadas no respeito, no cuidado, na responsabilidade e na empatia”, afirmou.
Isabela Mazza também pontuou que o projeto tem potencial para gerar impactos positivos na vida dos adolescentes, ao estimular reflexões sobre masculinidades, respeito e prevenção à violência contra as mulheres. “No futuro, acredito que estaremos formando homens mais conscientes, pais mais presentes, companheiros mais respeitosos e cidadãos mais comprometidos com a construção de uma sociedade menos violenta e mais justa”, relatou Mazza.
O professor Luciano Ramos, do Instituto Mapear, facilitador responsável por conduzir as atividades com os participantes, reconhece que iniciativas como essa são fundamentais para estimular a construção de políticas públicas para formação da cultura de respeito e igualdade desde os primeiros anos de formação dos meninos sergipanos, mostrando que o enfrentamento à violência também se constrói por meio da educação. “Eles mobilizam outros meninos e, com isso, contribuem para a construção de uma sociedade que, no presente e no futuro, ofereça um espaço de maior proteção, respeito e segurança para meninas e mulheres. Formamos multiplicadores de práticas positivas“, falou.
O estudante Pablo Joelio Cunha Lima, de 16 anos, do segundo ano do ensino médio, já nota mudanças no comportamento da rede de amigos após a participação nas atividades do projeto. “Eu percebi uma mudança de comportamento em alguns amigos. Eles mudaram para melhor. Antes, eu tinha dois colegas que tinham pensamentos bem chatos e polêmicos. Depois dessas rodas de conversa, percebi que eles começaram a mudar a forma de pensar e agir. E eu também mudei meu olhar sobre o assunto”, explicou.
A exibição no Jornal Hoje leva o projeto para todo o país, dando visibilidade a uma iniciativa sergipana que utiliza a educação como ferramenta para promover relações mais respeitosas, igualitárias e livres de violência.
