Crescimento das vendas e recorde de faturamento marcaram a participação do artesanato sergipano na 26ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), em Olinda (PE). Os 16 artesãos e artesãs sergipanos que viajaram a Pernambuco faturaram R$ 568.438,00 em vendas diretas e encomendas, alcançando a maior marca financeira já registrada pelo estado na feira.
O volume de vendas foi conquistado em três estandes sergipanos. Além do espaço fornecido pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), o Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), adquiriu um estande exclusivo para a tipologia em barro de Santana do São Francisco, que recentemente conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O artesão ceramista Douglas Moura, também de Santana do São Francisco, reforçou a presença sergipana com um estande dedicado às suas peças.
No estande fornecido pelo PAB, a comercialização do artesanato sergipano faturou R$ 416.333,00, resultado que conferiu a Sergipe o terceiro lugar no ranking de comercialização, que apurou uma movimentação de mais de R$ 6,6 milhões entre todos os estados participantes. No pódio do maior número de vendas, também estão os estados de Pernambuco (1º lugar) com mais de R$ 561 mil em vendas e do Mato Grosso do Sul (2º lugar) com mais de R$ 550 mil.
A análise dos dados da Fenearte revelou um crescimento expressivo no desempenho financeiro do artesanato sergipano na feira nos últimos três anos. Entre 2023 e 2026, o faturamento saltou do patamar inicial de R$ 387.534,00 (2023), evoluindo para R$ 408.159,00 e R$ 401.189,00, em 2024 e 2025, respectivamente, até atingir o recorde histórico de R$ 568.438,00 em 2026, representando uma expansão acumulada de 46,7% no período analisado.
Apenas na comparação com a edição do ano passado, o resultado de 2026 representou um crescimento de 41,7% no volume total de vendas, fortemente impulsionado pelas comercializações diretas, que subiram de R$ 287.579,00 para R$ 456.688,00 (alta de 58,8%).
Além do sucesso econômico, chama a atenção o fortalecimento do alcance social do evento. Houve uma alta de 60% no número de artesãos e artesãs impactados diretamente (de 10 para 16) e de 65,9% nos indiretos (de 91 para 151), evidenciando o aquecimento e fortalecimento de toda a cadeia produtiva do artesanato.
O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, ressaltou que o balanço positivo reflete as políticas de incentivo do estado. “O recorde histórico alcançado na Fenearte é motivo de muita alegria, porque representa muito mais do que números. Os R$ 568 mil comercializados mostram que o artesanato sergipano conquistou reconhecimento nacional pela sua qualidade, identidade e originalidade. Esse resultado é fruto de uma política pública construída pelo Estado de Sergipe, que investe na qualificação dos artesãos, na participação em grandes feiras, na promoção comercial e na valorização dos nossos mestres e mestras. Mais importante que o crescimento de 41,7% nas vendas foi perceber que mais artesãos foram beneficiados, ampliando oportunidades, gerando renda e fortalecendo toda a cadeia produtiva. Quando o Estado cria as condições para que o artesão chegue aos grandes mercados, quem ganha é a cultura sergipana, a economia criativa e, principalmente, as famílias que vivem desse ofício”, celebrou o secretário.
Para a diretora do Artesanato da Seteem, Daiane Santana, o resultado coroa o talento local e o suporte oferecido aos profissionais. “A comercialização de mais de meio milhão de reais representa o caminho certo do trabalho sério que nós temos desenvolvido com o artesanato em Sergipe. Propagar o artesanato sergipano para as maiores vitrines do Brasil e do mundo, garante a este governo, a este planejamento da Secretaria de Estado do Trabalho, que o processo de criação, planejamento e desenvolvimento das políticas públicas de artesanato está no caminho certo. Que continuemos assim: planejando, efetivando as ações e garantindo cada vez mais o maior número de artesãos, direta ou indiretamente, sendo os protagonistas da maior riqueza deste estado, que é o artesanato, que é o artesão sergipano”, avaliou a diretora.
A participação de artesãos e artesãs sergipanos na Fenearte teve o apoio do Estado de Sergipe, por meio da Seteem, que propiciou logística, passagens, hospedagem e ajuda de custo para os representantes do artesanato dos municípios de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Divina Pastora, Itabaiana, Itaporanga d’Ajuda, Pacatuba e Santana do São Francisco.
